Barueri eleva Justiça Restaurativa ao status de Política Pública Permanente

Barueri eleva Justiça Restaurativa ao status de Política Pública Permanente

12 de maio de 2026

Barueri eleva Justiça Restaurativa ao status de Política Pública Permanente

Em um movimento estratégico para consolidar a pacificação social, o prefeito Beto Piteri acolheu, na última quarta-feira, a proposta de atualização da Lei Municipal nº 1.948/2010. A medida é um marco administrativo para a cidade: ela transforma a Justiça Restaurativa de um programa setorial em uma Política Pública de Estado, garantindo que as práticas de resolução pacífica de conflitos sobrevivam a diferentes gestões e se tornem um patrimônio permanente da população.

O novo texto, que apresenta uma versão tecnicamente aperfeiçoada, foi fruto de uma cooperação entre a Universidade Mackenzie e as principais frentes educacionais e judiciárias da comarca. A articulação do projeto contou com o apoio decisivo do parlamentar e facilitador restaurativo Silvio Macedo, que atuou na interlocução entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

O encontro  reuniu as principais lideranças envolvidas na rede de proteção e justiça da cidade. A Dra. Daniela Nudeliman, Juíza Titular da 2ª Vara Cível e Coordenadora do Núcleo Judiciário de Justiça Restaurativa de Barueri, reforçou que a integração entre o Tribunal de Justiça e a gestão municipal é o que permite que as práticas de escuta ativa e reparação de danos alcancem de fato o cidadão.

A força-tarefa contou com a presença de vozes fundamentais da educação e do direito. Pelo setor educacional, participaram o Secretário de Educação, Claudio Piteri, e o Superintendente da FIEB, Luiz Antonio, acompanhados por especialistas como Juliana Costa e Luciana Pulido, do Núcleo Educacional de Justiça Restaurativa (NEJURE), e Flavia Souza e Andressa Fernandes, representantes do Núcleo de Educação Restaurativa da FIEB (NER).

A academia e a sociedade civil também marcaram presença com Telma Lewandoski, da Universidade Mackenzie, e Ivie Dias, representante da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB Barueri e fundadora do Instituto de Direitos Humanos Flor de Cacto. O corpo técnico do Judiciário foi representado por Regiane Willi e Matheus de Andrade, ambos integrantes do Núcleo Judiciário de Justiça Restaurativa da comarca.

A principal mudança é a natureza da lei. Ao deixar de ser apenas um "programa" para se tornar "política pública", a Justiça Restaurativa passa a ter diretrizes de perenidade, com garantia de recursos, estrutura e formação contínua para servidores. O objetivo é que as escolas e os centros de atendimento continuem sendo o berço da resolução pacífica de impasses, formando cidadãos mais preparados para o convívio social.

A nova legislação prevê o fortalecimento da formação técnica em processos circulares e uma maior agilidade no fluxo entre o Judiciário e a rede municipal de atendimento. Com este passo, Barueri se consolida como uma referência nacional, demonstrando que a harmonia social se constrói com a união de todos os poderes e a escuta ativa da comunidade.

Imagem: André Menezes

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