Por mais segurança, Meio Ambiente proíbe soltura de pipas nos parques de Barueri

Por mais segurança, Meio Ambiente proíbe soltura de pipas nos parques de Barueri

27 de setembro de 2018

Por mais segurança, Meio Ambiente proíbe soltura de pipas nos parques de Barueri

25 de Setembro - Soltar pipas é uma atividade saudável e divertida, mas com o uso constante de cerol e da chamada linha chilena, empregados para cortar a linha de outras pipas, o que era brincadeira virou risco à vida. Todos os anos o Brasil acumula casos de acidentes sérios e até mortes causadas por essas linhas. As principais vítimas são motoqueiros e ciclistas, mas o risco é para todos, já que o cortante pode atingir qualquer pessoa passando pela rua.


Foi o que aconteceu com o menino João Victor, morador de Barueri, de apenas 9 anos. No dia 2 de julho deste ano, ele passeava com o pai na rua de sua casa quando sentiu algo lhe dilacerando. A criança sofreu cortes profundos no ombro e na garganta que por pouco não tiraram sua vida. Depois de ser rapidamente socorrido e passar por uma cirurgia no Hospital Municipal de Barueri (HMB), hoje ele e a família respiram aliviados, mas duplamente atentos com essa questão (saiba mais sobre o caso AQUI).

Parques mais seguros
Foi pensando nesse e em tantos outros casos, que a Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema) editou a Resolução Sema nº 03, de 7 de agosto de 2018, proibindo a soltura de pipas e “papagaios” nos parques de Barueri: o Dom José e o Parque Ecológico.

A Resolução diz considerar “a necessidade de promover o convívio harmonioso de todos os usuários dos parques”. O artigo 1º proíbe não apenas a soltura de pipas, mas “a prática de qualquer outra atividade que possa colocar em risco a população dos Parques, bem como sua flora e fauna”.

“Tendo em vista várias tragédias que já aconteceram, inclusive em áreas públicas, em parques do estado de São Paulo, com adolescentes e adultos empinando pipas com cerol na linha, foi criada essa resolução, fazendo a proibição de pipas nos nossos parques”, explica o diretor da Coordenadoria de Parques da Sema, Ademir do Nascimento.

O diretor conta que recebe reclamações de famílias, especialmente via APP Barueri, solicitando inclusive o espaço adequado pra se empinar pipas. “Não existe isso, o espaço adequado é campo, mas não dentro dos parques”, declara. Para ele, a Resolução é importante porque há finais de semana em que esses locais chegam a reunir cerca de 10 mil pessoas. “Imagine o risco que uma linha com cerol oferece dentro desses ambientes”, calcula Ademir. Além disso, a proibição também prevê a proteção dos animais silvestres que habitam essas áreas.

Iolanda Maria de Assis Valverde, mãe de João Victor, concorda com a iniciativa. Após quase perder o filho, passou a ficar alerta com essa questão do cerol. “Tudo é válido, tem que conscientizar e o povo tem que ajudar a fiscalizar, tem que ficar de olho também. Nos parques ainda mais, que é onde as pessoas querem andar livremente”, prega.

Cerol proibido em Barueri há 15 anos
O cerol, inclusive, já é proibido em Barueri desde 2003, quando foi sancionada a Lei 1.384. Em 2011, a Lei 2.054, de 4 de abril, alterou a redação dos artigos 1º e 2º, incluindo também a proibição da linha chilena. Em 2014, o Decreto 7.890, de 28 de maio, regulamentou a lei, ampliando sua redação.

Fonte: Secretaria de Comunicaçãp

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